Ragnarok 2 (2025)
September 24, 2025
Após a queda cataclísmica de Asgard no primeiro filme, Ragnarok 2 não perde tempo e mergulha em um universo em jogo. Chris Hemsworth retorna como um Thor exausto pela batalha, despojado de seu povo, seu reino e sua fé, que enfrenta o fim de todas as coisas. Mas desta vez, a luta não é apenas contra o destino… é contra deuses esquecidos e traições imperdoáveis.

Jason Momoa está magnético como Karnak, uma imponente força vulcânica da natureza cuja trágica história de fundo — de exílio e raiva — acrescenta complexidade à sua vilania. Ele não é um mero bruto; é um deus caído com propósito, dor e um comando aterrorizante. Dwayne Johnson, interpretando um Baldur, o Regresso, ressuscitado, traz intensidade, seriedade e angústia silenciosa. Seus punhos forjados em chamas e sua resiliência divina fazem dele o ícone do filme: um deus com poder e consciência.
O visual? Simplesmente apocalíptico. Tempestades de fogo cósmicas rasgam o céu, cidades afundam sob tsunamis invocados por juramentos quebrados e as ruínas de Valhalla se erguem como a coroa despedaçada de uma era moribunda. O diretor Magnus Thorne (fictício ou não, a visão é audaciosa) cria sequências que parecem pesadelos operísticos: elegantes, devastadoras, inesquecíveis. Uma batalha entre Baldur e Karnak, no meio do filme, ambientada em uma fenda distorcida pela gravidade e dividida entre reinos, pode ser uma das cenas de ação mais inventivas do ano.

E, no entanto, por trás do caos, esconde-se uma alma. O Thor de Hemsworth nunca esteve tão cru, atormentado e heroico ao mesmo tempo. Sua reconciliação com os fragmentos fragmentados de sua vida anterior, incluindo um reencontro emocionante com uma versão ressuscitada de Loki, vista apenas através de memórias fragmentadas, adiciona pungência ao barulho.
A densidade mitológica do filme é impressionante, mas nunca avassaladora. Ele se baseia em lendas nórdicas e, ao mesmo tempo, constrói algo mais sombrio e profundo, onde os deuses são imperfeitos, o destino é mutável e cada reino tem seu próprio acerto de contas.
O ato final, um confronto às portas do tempo, é puro cinema mítico. Thor empunhando Mjolnir Reforjado, um martelo rachado com as raízes de Yggdrasil, é um dos momentos visualmente mais poéticos da franquia.

E quando o martelo canta através da tempestade, ecoando com os gritos dos deuses caídos, não é apenas um trovão. É um encerramento.
⭐ Veredito: 9,1/10
🔥 Ragnarok 2 é pura grandeza mítica: operístico, trágico, emocionante e profundamente humano sob seu fogo divino.
Apresentando um trio de estrelas em seu auge mítico e uma história repleta de apocalipse e redenção, este é um dos sucessos de bilheteria de fantasia mais ousados dos últimos anos.

“Os deuses estão mortos. As lendas permanecem. E a tempestade… apenas começou.”
