Rango 2 (2026)
October 11, 2025
Crítica de Filme: Rango 2 (2026)

Quinze anos após o original peculiar e vencedor do Oscar, Rango 2 (2026) chega aos cinemas com todo o charme, a estranheza e o brilho visual que fizeram de seu antecessor um clássico cult, ao mesmo tempo em que incorpora temas mais profundos sobre mudança, legado e o que significa ser um herói.
A história encontra Rango (dublado por Johnny Depp) confortavelmente estabelecido como xerife de Dirt, agora uma cidade próspera. Mas a paz nunca dura muito. Quando um magnata imobiliário implacável ameaça desviar a única fonte de água da região para obter lucro, Rango precisa retornar à luta. Desta vez, ele se junta a uma nova geração de heróis improváveis, incluindo um tatu de língua afiada (dublado por Aubrey Plaza) e um misterioso fora da lei com um passado trágico (Pedro Pascal).

O diretor Gore Verbinski mais uma vez se aprofunda no tom surreal do faroeste, entregando um filme que mistura paródia de faroeste spaghetti e estudo de personagens comovente. O humor permanece deliciosamente original, com piadas visuais bizarras e humor mordaz, mas o núcleo emocional é mais profundo, explorando as inseguranças de Rango sobre o envelhecimento e o esquecimento.
Visualmente, o filme é impressionante. A ILM leva a animação a novos patamares com designs de personagens hiperdetalhados e paisagens desérticas extensas que parecem pinturas a óleo ganhando vida. Uma sequência de assalto a trem no meio do filme, encenada com caos espetacular e cinematografia deslumbrante, já é considerada uma das melhores cenas de ação animadas da história.

O elenco de apoio brilha, com o retorno de Isla Fisher como Beans, cuja dinâmica com Rango está mais aguçada do que nunca. O fora-da-lei de Pascal traz garra e seriedade, enquanto o tatu de Plaza rouba quase todas as cenas com seu sarcasmo inexpressivo. Hans Zimmer também retorna para compor a trilha sonora, combinando um estilo mariachi com temas de faroeste comoventes que elevam cada quadro.

Se há um ponto negativo, é que o ritmo diminui no segundo ato, com muitas subtramas atrapalhando a narrativa. Ainda assim, depois que a poeira baixa, o filme entrega um final emocionante que consolida o legado de Rango como mais do que apenas uma lenda em sua própria mente.

Veredito:
Rango 2 (2026) é uma sequência visualmente deslumbrante e estranhamente maravilhosa que homenageia o original, ao mesmo tempo em que expande seu universo e profundidade emocional. Não é apenas um retorno ao grime, mas um retorno aos bons e velhos faroestes animados.
⭐ Nota: 8,6/10
