THE BOOK OF ELI 2 (2025)
October 23, 2025
The Book of Eli 2 (2025)
Quinze anos depois de o original ter conquistado o seu lugar como um clássico pós-apocalíptico moderno, O Livro de Eli 2 chega como uma continuação e uma evolução. Com Denzel Washington novamente no comando, o filme mergulha-nos de volta numa América devastada, onde a sobrevivência é medida não só pela força, mas pela fé, pelo sacrifício e pela resistência inabalável do espírito humano.
A viagem de Eli está longe de terminar. O deserto estende-se diante dele, brutal e implacável, mas o seu propósito permanece inalterado: salvaguardar o texto sagrado cujos segredos poderiam guiar a humanidade rumo ao renascimento. Mas, desta vez, o fardo torna-se mais pesado, as ameaças mais insidiosas e a linha entre a salvação e a destruição mais perigosamente ténue.

Angelina Jolie faz uma entrada impactante como uma misteriosa viajante cujo gesto carrega consigo tanto fascínio como perigo. Será ela uma salvadora envolta em segredo ou um prenúncio da ruína? A tensão entre ela e Eli estala com ambiguidade, obrigando o público a questionar se a confiança é uma arma ou uma bênção.
Jason Statham injeta força bruta no elenco como um adversário implacável, um homem forjado pela crueldade do deserto. A sua presença transforma cada confronto num brutal choque de vontades, um lembrete de que, num mundo destruído, a violência é tão inevitável como o nascer do sol.

A narrativa expande o âmbito do primeiro filme, apresentando alianças frágeis, povoações fragmentadas e vozes de esperança a emergir das ruínas. No entanto, o cerne da história continua a ser a devoção inabalável de Eli, a sua crença de que o propósito e a fé podem ajudá-lo a superar a desolação, mesmo quando o seu corpo vacila.
Visualmente, O Livro de Eli 2 é um testemunho da arte cinematográfica. Paisagens arrebatadoras de cinzas e pó são pintadas com uma beleza assombrosa, enquanto os momentos de silêncio parecem tão poderosos como os tiroteios explosivos que os pontuam. Cada quadro carrega peso, equilibrando o espetáculo com a intimidade.

A ação é implacável — certeira, visceral e assente na garra da sobrevivência. O Eli de Washington não luta com excesso, mas com precisão, e cada golpe personifica a disciplina de um homem que suportou mais do que a maioria poderia imaginar. Estas sequências emocionam, mas também revelam carácter, com cada golpe a sublinhar a sua resiliência.
O que eleva o filme para além do espetáculo é o seu conflito moral. Quanto deve um homem sacrificar para preservar a esperança? Quanto vale a fé num mundo onde a misericórdia parece fraqueza? O argumento recusa respostas fáceis, entregando, em vez disso, uma história que perdura por muito tempo após o término dos créditos.

A banda sonora expande-se com ameaça e melancolia, amplificando a dupla natureza do filme — parte conto épico de sobrevivência, parte meditação espiritual. Ela faz eco dos ritmos de um mundo destruído em busca de cura, ora triste, ora triunfante.
Classificado como ★★★★☆ (9/10), O Livro de Eli 2 destaca-se como um dos eventos cinematográficos mais aguardados de 2025. Homenageia o poder bruto do original, ao mesmo tempo que ousa expandir a sua mitologia com novas personagens ousadas, conflitos mais profundos e uma abordagem mais aguçada.
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