The Equalizer 4

September 28, 2025

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Em O Protetor 4 (2026), Robert McCall retorna mais uma vez, mais implacável do que nunca, em um capítulo que mistura ação visceral, tensão emocional e uma introspecção inesperadamente profunda. Desta vez, McCall enfrenta um novo inimigo escondido nas sombras de uma rede internacional de tráfico de pessoas que opera com a impunidade de governos corruptos e corporações poderosas. À medida que a justiça continua a falhar com os inocentes, ele mais uma vez eleva sua própria balança: rápida, mortal e definitiva.

O filme começa com McCall, aparentemente aposentado, na América do Sul, ajudando discretamente uma comunidade oprimida. Mas um encontro trágico com uma jovem vítima o arrasta de volta à violência. Denzel Washington oferece uma atuação brutalmente contida, um turbilhão de serenidade e fúria, personificando um homem que sabe que, cada vez que mata, deixa um pedaço de si para trás. A direção visual, de Antoine Fuqua, é mais sombria, madura e estilizada do que nunca, com paisagens urbanas que parecem jaulas de aço e sangue.

Um dos maiores pontos fortes deste filme é sua abordagem mais pessoal. McCall não luta apenas contra vilões, mas também contra seus próprios demônios. O roteiro mergulha em seu passado militar, revelando segredos até então desconhecidos e conectando os pontos com eventos do primeiro filme. Há uma carga emocional em seus silêncios, uma sombra constante em seus olhos que mostra que este herói não se salva a cada ato de justiça, mas, em vez disso, afunda cada vez mais em um abismo de redenção impossível.

As sequências de ação são absolutamente espetaculares: brutais, elegantes e perfeitamente coreografadas. Cada confronto é uma dança mortal que reflete a precisão clínica e o código moral inabalável de McCall. Em uma cena-chave ambientada em uma estação de trem deserta e encharcada pela chuva, o silêncio antes da explosão parece tão tenso quanto a própria luta. É cinema de ação elevado a um nível quase poético.

O vilão, interpretado por Javier Bardem, é um antagonista formidável. Ele não é apenas um criminoso, mas uma figura ideológica que desafia McCall em níveis filosóficos e éticos. Sua presença na tela é magnética, oferecendo um contraponto perfeito ao silêncio e à determinação do nosso protagonista. O duelo final entre os dois não é apenas físico, mas também espiritual, deixando o espectador na ponta da cadeira.

The Equalizer 4 não é apenas um filme de ação brilhante, mas também um estudo sobre justiça, culpa e redenção. É uma conclusão poderosa para a saga, mas também deixa a porta entreaberta o suficiente para que o mito McCall continue. Se este for de fato seu julgamento final, é um que queima na memória como um julgamento escrito com sangue.